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The Netherlands
History [pt] A Holanda - que significa "terra vazia" - foi designada pelos Romanos "ilha dos Batavos" por se tratar de uma região durante muito tempo inabitável, uma vez que as águas cobriam o território seis meses por ano. Os Batavos, primeira tribo que se conhece na região, eram já em número considerável por altura do reinado de César Augusto, com quem fizeram um tratado da aliança para auxiliar os romanos na conquista da Gália belga. Pelos anos 70 da era cristã, a Holanda era povoada por três povos: Batavos, Frisos e Bruteros, que se libertaram do jugo romano quando o império entrou em decadência. Liberdade que durou pouco, já que rapidamente foram submetidos por Carlos Mardel. Carlos Magno impôs-lhes o cristianismo mas a fraqueza dos seus sucessores permitiu que a Holanda se dividisse em vários estados governados por soberanos independentes. Entre estes, refiram-se os condes da Holanda propriamente dita (a partir de 863), os duques de Gueldre, os senhores da Frísia, os bispos de Utreque, etc. Em 1433, Filipe da Borgonha reuniu todos estes estados aos seus vastos domínios, cedidos por Jaquelina da Baviera, herdeira dos condados da Holanda e de Brabant. Nessa altura, entregou a sua governação a lugares-tenentes (stathouders). Com a morte de Carlos o Temerário (1477), passaram, por sua filha e herdeira, Maria, para a Casa de Áustria. E pela morte de Carlos V, tornaram-se propriedade do ramo espanhol desta casa. A partir de 1523, a reforma de Lutero instalou-se com rapidez na Holanda e, face às perseguições movidas a partir de Madrid e particularmente pela governadora do Países Baixos, Margarida de Parma, irmã de Filipe II de Espanha, os principais senhores reuniram-se em torno o stathouder Guilherme de Orange (1559) para se oporem vigorosamente às consequências da Inquisição. A substituição de Margarida de Parma pelo duque de Alba agudizou ainda mais essa luta, com episódios sangrentos em que se estima terem sido mortos cerca de 20 mil pessoas em 3 anos. Resultou, em última análise, no nascimento da República das Sete Províncias Unidas, presidida por Guilherme de Orange. O reconhecimento da independência do novo estado, que teve o apoio da Inglaterra e da Suécia, surgiu apenas em 1648 pelo tratado de Westfália. Mas logo foi atacado pelos exércitos de Luis XIV de França, que pretenderam anexá-lo, o que constituíu um retrocesso nos avanços até então alcançados, voltando a ser governado por um "stathouder", na altura Guilherme de Orange, rei de Inglaterra pelo casamento (Guilherme III). Guilherme III decide instituir o país como propriedade hereditária na sua casa (Nassau) mas com a sua morte (1702), passará por um interregno de quase 20 anos, para voltar a ser governado por um membro da família de Nassau, Guilherme IV, stathouder da Frísia. O seu sucessor, Guilherme V, vê os seus domínios ocupados pela República Francesa saída da Revolução (1795) e com Napoleão Bonaparte como imperador dos franceses, o país é elevado, em 1806, a Reino da Holanda, sendo a coroa entregue a um irmão do imperador, Luis Bonaparte. Com a queda de Napoleão (1814), a Holanda é reunida à Bélgica e constitui-se o Reino dos Países Baixos, um novo estado que foi então entregue a Guilherme Frederico de Orange (Guilherme I). Em 1831, uma revolução separará violentamente estes dois reinos mas mantém-se a designação de Reino dos Países Baixos, e ainda que reduzida a cerca de metade da sua superfície. Tratando-se de uma propriedade particular da Casa de Nassau, com a morte de Guilherme III em 1890 e a consequente extinção na varonia da linha directa de sucessão, o Luxemburgo passou à linha colateral mais próxima na pessoa de Adolfo, duque de Nassau, que em Dezembro desse ano assumiu o título de grão-duque, tornando-se um estado independente. Houses
Palácio Huis Ten Bosch, Haia.
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