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 D. Maria II, rainha de Portugal
Pais
Filhos
Filhos do Casamento I: - Não houve descendência deste casamento
Filhos do Casamento II: - D. Pedro V, rei de Portugal * 16.09.1837
Stephanie, Prinzessin von Hohenzollern-Sigmaringen
- D. Luis I, rei de Portugal * 31.10.1838
Maria Pia, principessa di Savoia
- D. Maria de Bragança, infanta de Portugal * 04.10.1840
- D. João de Bragança, infante de Portugal, 8º duque de Beja * 16.03.1842
- D. Maria Ana de Bragança, infanta de Portugal * 21.07.1843
Georg I, König von Sachsen
- D. Antónia de Bragança, infanta de Portugal * 17.02.1845
Leopold, Fürst von Hohenzollern
- D. Fernando Maria Luís de Bragança, infante de Portugal * 23.07.1846
- D. Augusto de Bragança, 3º duque de Coimbra * 14.11.1847
- D. Leopoldo de Bragança, infante de Portugal * 07.05.1849
- D. Maria da Glória de Bragança, infanta de Portugal * 03.02.1851
- D. Eugénio de Bragança, infante de Portugal * 15.11.1853
Títulos, Morgados e Senhorios Ordens Notas - Nome completo: Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Luisa Gonzaga de Bragança
Cronologia
- 02.05.1826
D. Pedro IV abdica a favor de sua filha D. Maria da Glória, sob condição de esta jurar a Carta e casar com seu tio D. Miguel.
- 05.05.1826
Abdicação de D. Pedro IV em sua filha D. Maria II.
- 01.08.1826
A infanta D. Isabel Maria, torna-se regente em nome de sua sobrinha, D. Maria II.
- 29.10.1826
Em Viena é assinado o contrato de esponsais entre a Infanta Maria da Glória e o Infante D. Miguel.
- 03.07.1827
Decreto de D. Pedro nomeando D. Miguel lugar-tenente da Rainha.
- 22.12.1828
Jorge IV de Inglaterra recebe a princesa D. Maria da Glória com honras de rainha.
- 23.12.1828
Alvará de D. Pedro declarando o casamento de sua filha a princesa D. Maria da Glória com o seu tio, o Infante D. Miguel, como nulo e de nenhum efeito.
- 29.08.1829
Protesto de Barbacena em Londres em nome da rainha, contra a política inglesa.
- 31.08.1829
Partida da rainha para o Brasil, com a notícia da vitória da Vila da Praia.
- 16.10.1829
Regressada de Inglaterra, chega ao Rio de Janeiro a princesa D. Maria da Glória, acompanhada pela princesa Amélia de Beauharnais.
- 13.04.1831
Saída de D. Maria II para Brest.
- 26.07.1831
Visita de D. Pedro e D. Maria II a França.
- 22.10.1831
Decreto da Regência da Terceira concedendo plenos poderes ao marquês de Palmela para contratar com os governos de Paris e Londres as estipulações convenientes para ser restituído o trono a D. Maria II.
- 29.11.1832
Missão do marquês de Palmela em Londres com o objectivo de obter o reconhecimento Inglaterra e França de D. Maria da Glória como rainha de Portugal.
- 09.08.1833
Retirada de Bourmont do Porto para o Sul. Reconhecimento do Governo de D. Maria II pela Inglaterra.
- 22.09.1833
Chegada de D. Maria II ao Tejo, por mar, vinda de França.
- 14.10.1833
D. Maria da Glória recebe em audiência o cardeal patriarca de Lisboa.
- 23.10.1833
Reconhecimento do Governo de D. Maria II pela Bélgica.
- 16.12.1833
D. Maria II recebe em audiência o embaixador britânico, lord William Russell, acompanhado de lady Russel.
- 25.07.1834
A rainha D. Maria II e seu pai o regente D. Pedro embarcam no Arsenal da Marinha de Lisboa para o Porto.
- 27.07.1834
Chegada ao Porto de D. Maria IIe D. Pedro.
- 06.08.1834
D. Maria II e D. Pedro embarcam de regresso a Lisboa.
- 18.08.1834
Primeira sessão parlamentar, com discussão da proposta do ministro do Reino para que D. Pedro conservasse a regência até à maioridade da Rainha.
- 01.09.1834
Início do debate sobre a autorização do casamento da Rainha com um príncipe estrangeiro, o que era expressamente proíbido pelo artigo 90.º da Carta Constitucional. O príncipe estrangeiro com que se tencionava casar a Rainha era o duque Augusto de Leuchtenberg, filho de Eugénio de Beauharnais (filho da imperatriz Josefina e filho adoptivo de Napoleão Bonaparte) e cunhado de D. Pedro, por ser irmão mais velho da imperatriz Amélia, segunda mulher do regente.
- 20.09.1834
Juramento solene de D. Maria II da Carta Constitucional, depois de ter sido declarada a sua maioridade.
- 08.11.1834
Assinatura em Munique do tratado de casamento da rainha D. Maria II com o duque Augusto de Leuchtenberg.
- 25.01.1835
Chega a Lisboa Augusto de Leuchtenberg para casar com a rainha D. Maria II.
- 26.01.1835
Casamento em Lisboa de D. Maria II com Augusto de Leuchtenberg.
- 04.04.1835
Reabertura das Cortes. A Rainha não chama ao Paço o duque de Palmela, como devia, para se informar da sessão parlamentar.
- 24.09.1835
Assinatura, entre Maria Cristina de Espanha, regente em nome da filha Isabel II, e D. Maria II, de uma convenção de garantia de auxílio militar português contra o o pretendente à coroa de Espanha, infante D. Carlos, de acordo com o Tratado da Quádrupla Aliança.
- 17.11.1835
No dia em que a cavalaria da divisão auxiliar devia partir de Lisboa em direcção a Espanha, um grupo de cerca de 200 oficiais reuniu-se em Alcântara e pediu à rainha a demissão colectiva ou a anulação do castigo imposto aos oficiais que se tinham recusado a acompanhar a «Divisão Auxiliadora» a Espanha. O pronunciamento levou à queda do governo, que foi anunciado pela rainha à guarnição do castelo de S. Jorge.
- 01.12.1835
Coburgo - Convenção matrimonial entre D. Maria II e Fernando, duque de Saxe-Coburgo-Gotha.
- 00.00.1836
O princípe consorte é nomeado marechal-general do Exército, e comandante honorário do batalhão de caçadores n.º 5, como tinha acontecido com o primeiro marido da rainha, Augusto de Leuchtenberg.
- 01.01.1836
Casamento por procuração de D. Maria II com o princípe Fernando Augusto de Saxe-Coburgo-Gotha, sobrinho do primeiro rei dos Belgas, Leopoldo.
- 08.04.1836
Chegada do príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha a Lisboa para casar com a rainha D. Maria II.
- 09.04.1836
Casamento de D. Maria II e Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, na Sé de Lisboa.
- 22.04.1836
A rainha D. Maria II convoca Cortes extraordinárias.
- 19.05.1836
No Rio de Janeiro é assinado um Tratado de comércio e navegação entre D. Maria II, rainha de Portugal e seu irmão, Pedro II, imperador do Brasil.
- 11.09.1836
O governo do duque da Terceira demite-se, e a Rainha jura a Constituição de 1822, nos Paços do Concelho de Lisboa. O novo governo será presidido pelo conde de Lumiares, e dirigido politicamente por Manuel da Silva Passos e Sá da Bandeira.
- 02.11.1836
Começo da Belenzada. Sá da Bandeira e Passos Manuel são chamados ao Paço pela Rainha, aceitando a demissão do governo em que participavam. A atitude da Rainha foi apoiada por Leopoldo I, rei dos Belgas, que segundo parece pretendia ser indemnizado com a entrega de uma colónia portuguesa, contando com o apoio da diplomacia francesa e de uma força naval britânica surta no Tejo.
- 04.04.1838
Juramento da nova Constituição pela Rainha, no dia do seu aniversário e encerramento das Cortes Constituintes. É permitido o regresso dos dois marechais do Exército, exilados, devido a uma ampla amnistia para todos os crimes políticos praticados desde 10 de Setembro de 1836.
- 26.12.1840
Tratado de comércio e navegação entre D. Maria II e os Estados Unidos da América.
- 24.04.1842
Um alto dignitário da Santa Sé fez entrega da Rosa de Ouro enviada por Gregório XVI a D. Maria II, na capela do Palácio das Necessidades, acabando assim com o corte de relações acontecido em 1834.
- 20.03.1843
Em Londres é assinado um Tratado de comércio, amizade e navegação entre D. Maria II e o sultão Otomano.
- 20.02.1844
É assinado em Berlim um Tratado de comércio e navegação entre Dona Maria II e Frederico Guilherme da Prussia.
- 19.09.1844
Em Berlim é assinado um tratado de comércio entre D. Maria II e Frederico Augusto II, rei da Saxe.
- 30.06.1845
Em Berlim é assinado um Tratado de comércio entre D. Maria II e Luís I, rei da Baviera.
- 26.08.1845
Tratado de comércio entre D. Maria II e Ernesto II, duque de Saxe-Coburgo-Gotha.
- 08.09.1845
A rainha D. Maria II concede o título de Conde de Tomar a Costa Cabral.
- 05.10.1846
Golpe palaciano, conhecido pelo nome de Emboscada, organizado por Costa Cabral, de Madrid, posto em prática por Saldanha com o apoio de D. Maria II, e que provocou a demissão do governo de Palmela e à constituição de um ministério cabralista presidido pelo marechal.
- 10.10.1846
O duque da Terceira, mandado ao Porto como lugar-tenente da Rainha, é preso.
- 27.10.1846
A rainha assume plenos poderes extraordinários, suspendendo-se a legalidade constitucional.
- 07.11.1846
Saldanha sai de Lisboa comandando forças fiéis do exército, após a passagem em revista das tropas pela rainha e seu marido.
- 15.03.1847
Cartas de Saldanha fazendo um ultimatum ao governo e à Rainha, para que houvesse uma remodelação governamental, que impusesse contribuições forçadas de artigos e material de guerra. E ainda que a rainha vendesse as jóias para angariar fundos suplementares para a conclusão da guerra.
- 25.04.1847
D. Fernando II, comandante-chefe do exército, tendo-se deslocado à margem sul do rio Tejo, escreve à rainha pressionando-a a remodelar o governo e a aceitar as condições de mediação do visconde de Palmerston.
- 10.06.1847
Proclamação de D. Maria II anunciando uma amnistia geral e prometendo cumprir com as outras três condições da mediação.
- 12.01.1850
O Morning Post, jornal londrino apoiado por miguelistas, fala da riqueza de Costa Cabral e insinua que o presidente do conselho é amante da rainha D. Maria II.
- 22.06.1850
Em Madrid é assinada uma Convenção postal entre D. Maria II e Isabel II de Espanha.
- 17.12.1850
Turim - Tratado de comércio e navegação entre D. Maria II e Vitor Manuel, rei da Sardenha.
- 28.02.1851
Tratado de comércio e navegação entre Dona Maria II e Nicolau I da Rússia.
- 02.05.1852
Em Bruxelas é assinada uma Convenção Postal entre D. Maria II e Leopoldo I, rei dos Belgas.
- 09.03.1853
Em Lisboa é assinado um Tratado de comércio e navegação entre Dona Maria II e Napoleão III, imperador dos franceses.
- 15.11.1853
Morte de D. Maria II, de parto, ao dar à luz o seu 11.º filho, com 34 anos de idade. Sobe ao trono o rei D. Pedro V, sob a regência de seu pai.
- 06.11.1861
Morte do infante D. Fernando.
- 27.12.1861
Morte do infante D. João. Dos cinco filhos varões de D. Maria II que chegaram à adolescência, só dois, D. Luís e D. Augusto sobreviveram ao Outono de 1860.
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