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António de Oliveira Salazar
António de Oliveira Salazar
Pais
Pai: António de Oliveira * 17.01.1839
Mãe: Maria do Resgate Salazar * 23.10.1845
Notas Biográficas [fr] [pt]
  • Docteur en Droit (Université de Coimbra - 1918).
  • Professeur Universitaire.
  • Ministre des Finances (1926, 1928-1932)
  • President du Conseil de Ministres (11.04.1932 - 28.10.1968).
  • Doutor em Direito (Universidade de Coimbra - 1918).
  • Professor Universitário.
  • Ministro das Finanças (1926, 1928-1932)
  • Presidente do Conselho de Ministros (11.04.1932 - 28.10.1968).
Cargos e Profissões
Ordens
Cronologia
  • 03.06.1926
    António de Oliveira Salazar, professor em Coimbra, é nomeado para o cargo de ministro das Finanças do primeiro governo saído da revolução de 28 de Maio. A instabilidade política impede a formação do governo. Novamente nomeado a 19 seguinte, uma vez mais não toma posse e regressa a Coimbra.
  • 24.07.1926
    António de Oliveira Salazar é nomeado para presidir a uma comissão encarregada pelo governo para reorganizar as contribuições e impostos.
  • 30.06.1927
    Como presidente da comissão encarregada de remodelar o sistema fiscal, Salazar entrega o relatório da situação e dez projectos de reforma de contribuições e impostos. O ministro das Finanças, Sinel de Cordes, recusa as propostas.
  • 21.12.1927
    O diário católico "Novidades" publica o último de uma série de seis artigos em que António de Oliveira Salazar critica duramente a política financeira dos diversos governos da Ditadura militar.
  • 03.01.1928
    Em artigo publicado no diário católico "Novidades", Oliveira Salazar critica duramente a política do ministro das Finanças, Sinel de Cordes, a propósito de um avultado empréstimo internacional contraído pelo governo sem prévio restabelecimento do equilíbrio orçamental.
  • 27.04.1931
    No 4º aniversário da sua tomada de posse como ministro das Finanças, o presidente da república condecora Salazar com a grã-cruz da Ordem do Império Colonial.
  • 24.06.1932
    Ultrapassado pelo prestígio e pela liderança efectiva de Salazar, ministro das Finanças, demite-se o presidente do Ministério, general Domingos de Oliveira.
  • 05.07.1932
    Toma posse o 8º governo da Ditadura militar, presidido por Salazar, o primeiro civil a ocupar o cargo desde 28 de Maio de 1926, cessando funções como chefe do governo José Vicente de Freitas.
  • 02.08.1932
    Chegam a Lisboa os restos mortais do rei D. Manuel II, que será sepultado no Panteão da Casa de Bragança. O governo organizou funerais nacionais e a missa de requiem, celebrada pelo cardeal-patriarca de Lisboa, contou com a presença do presidente da República e do Ministério.
  • 12.11.1932
    O governo chefiado pelo prof. Salazar divulga os nomes dos dirigentes da União Nacional, que será dirigida pelo próprio presidente do Conselho.
  • 23.11.1932
    Salazar exige publicamente a dissolução do Centro Católico Português, vector de expressão política dos interesses e pontos de vista da Igreja e da Acção Católica.
  • 24.12.1932
    O semanário "Notícias Ilustrado" publica um artigo que "revela" conterem os painéis de Nuno Gonçalves a "expressão" de Oliveira Salazar.
  • 18.02.1933
    O Movimento Nacional-Sindicalista realiza no Palácio das Exposições do Parque Eduardo VII o primeiro de vários banquetes com vista a promover a candidatura de Rolão Preto à chefia da Ditadura em alternativa a Salazar, considerado excessivamente moderado.
  • 07.07.1933
    Salazar exorta os nacionais-sindaclistas a aderirem à União Nacional e abandonarem os métodos violentos de propaganda e intervenção sob pena de serem excluídos do universo dos defensores do interesse nacional.
  • 23.09.1933
    Ruptura entre os nacionais-sindicalistas de Rolão Preto e os apoiantes da Ditadura de Salazar. É suspenso o jornal "Revolução" e proibida a divulgação de material de propaganda daquela organização de extrema-direita.
  • 25.09.1933
    É criado o Secretariado da Propaganda Nacional, cuja direcção Salazar confiou a António Ferro.
  • 12.07.1934
    Ruptura definitiva entre Salazar e o movimento nacional-sindicalista. Alberto de Monsaraz e Rolão Preto são presos e obrigados a exilarem-se.
  • 13.06.1935
    Salazar cria, por decreto, a FNAT-Federação Nacional para a Alegria no Trabalho, organização que procurará enquadrar os tempos livres dos trabalhadores.
  • 10.09.1935
    Liderado pelo comandante Mendes Norton e integrando militantes republicanos e nacionais-sindicalistas - incluíndo o próprio Rolão Preto (na imagem) - tentam um novo golpe militar para derrubar o Estado Novo, obrigando Óscar Carmona a demitir Salazar. O golpe fracassa.
  • 06.11.1936
    António de Oliveira Salazar assume interinamente o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
  • 04.07.1937
    Salazar escapa ileso a um atentado à bomba organizado em Lisboa por militantes anarquistas.
  • 14.04.1938
    O governo de Salazar recusa o convite oficialmente apresentado pelo embaixador italiano em Lisboa para que Portugal aderisse ao "Pacto Anti-Komintern", aliança subscrita por Hitler, Mussolini e Franco em representação da Alemanha, Itália e Espanha para combater, diplomatica e militarmente, a ameaça comunista e a URSS.
  • 27.04.1938
    Sob proposta do deputado Correia Pinto, a Assembleia Nacional, no termo da sua primeira legislatura, aprova a concessão do título de "Benemérito da Pátria" ao Ministro das Finanças, António de Oliveira Salazar.
  • 17.03.1939
    Em Lisboa é assinado por Salazar e o embaixador espanhol o Tratado Luso-Espanhol de amizade e não-agressão conhecido pelo nome de «Pacto Ibérico».
  • 02.09.1939
    Depois da invasão da Polónia pelos alemães e da declaração de guerra da Grã-Bretanha e França à Alemanha, Salazar reafirma a posição de neutralidade do governo português.
  • 19.04.1941
    Em sessão solene na Sala do Senado da Universidade de Coimbra, Salazar recebe da Universidade de Oxford o título de doutor "honoris causa".
  • 28.04.1941
    No 52º aniversário de Salazar, realiza-se um grande manifestação nacional no Terreiro do Paço. Na altura, o presidente do conselho pronuncia o célebre discurso "Todos não somos demais para continuar Portugal".
  • 25.06.1942
    Em discurso transmitido pela Emissora Nacional, Salazar critica os regimes demoliberais (nomeadamente USA e Grã-Bretanha), a aliança com a União Soviética contra a Alemanha, Itália e Japão, e a insistência na defesa de princípios e instituições (capitalismo liberal, democracia) que se têm demonstrado socialmente injustos e promotores da desordem e decadência, detonadores da violência revolucionária e do comunismo.
  • 23.07.1942
    Num comício realizado no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, Salazar defende as vantagens da organização corporativa relativamente ao sistema demoliberal e comunista.
  • 11.11.1942
    Encontro em Sevilha entre Oliveira Salazar e o generalíssimo Franco.
  • 30.08.1943
    Um decreto do governo de Salazar inclui as publicações não periódicas sob a alçada dos serviços responsáveis pela Censura Prévia.
  • 08.10.1943
    Encontro em Ciudad Rodrigo entre Oliveira Salazar e o Ministro dos Estrangeiros espanhol, conde de Jordana.
  • 23.02.1944
    O Secretariado da Propaganda Nacional adopta a nova designação de Secretariado nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo. António Ferro mantem-se na direcção que continua na dependência directa de Salazar.
  • 10.06.1944
    Integrada nas celebrações do "Dia da Raça", é inaugurado o Estádio Nacional, no Jamor, com a presença do presidente Carmona e do presidente do conselho, Salazar.
  • 28.11.1944
    Reconhecendo o papel de liderança dos Estados Unidos, não só entre os Aliados mas também a nível mundial, Salazar assina com o embaixador em Lisboa um acordo, mantido secreto, de concessão de facilidades militares nos Açores.
  • 22.07.1945
    A revista norte-americana Time publica um artigo crítico sobre Portugal, a natureza do Estado Novo e a personalidade de Salazar. O jornalista é expulso, a revista retirada do mercado e a venda da Time em Portugal proibida por seis anos.
  • 08.02.1946
    Salazar proibe os partidos de oposição.
  • 04.09.1946
    Salazar reage, através de nota oficiosa, ao veto da URSS à entrada de Portugal na ONU.
  • 10.07.1948
    É proibido o jornal católico "O Trabalhador", dirigido pelo padre Abel Varzim, prior da Encarnação, em Lisboa, antigo apoiante de Salazar e ex-deputado pela União Nacional. Na sequência deste incidente, é afastado de todas as suas actividades e colocado na paróquia de Cristelo, Barcelos, de onde era natural.
  • 18.04.1951
    Com a morte do marechal António Óscar de Fragoso Carmona, assume interinamente a presidência da República António de Oliveira Salazar, que exercerá o cargo até 8 de Junho desse ano.
  • 08.07.1957
    Encontro em Ciudad Rodrigo entre Oliveira Salazar e Francisco Franco.
  • 27.04.1958
    A União Nacional comemora os 30 anos de governo de Salazar. Uma estátua do escultor Francisco Franco é inaugurada no Palácio Foz.
  • 13.07.1958
    D. António Ferreira Gomes escreve a Salazar criticando diversos aspectos da realidade política, social, cultutral e religiosa portuguesa. Em resposta, Salazar impedirá o bispo do Porto de entrar em Portugal, no regresso de uma sua deslocação a Roma. O exílio manter-se-á até 1970.
  • 01.03.1959
    Quarenta e cinco personalidades dos sectores católicos enviam a Salazar uma "Carta Aberta" denunciando e condenando as violências da PIDE. Os signatários serão processados pela polícia política por fazerem "perigar o bom nome de Portugal e o prestígio do estado português no estrangeiro".
  • 28.04.1959
    No regresso de uma viagem a Roma, o bispo do Porto D. António Ferreira Gomes é impedido de desembarcar em Portugal, impondo o governo de Salazar um exílio forçado que durará até à "primavera marcelista", em 1970.
  • 20.06.1960
    Encontro em Mérida dos chefes do Governo português e espanhol, Salazar e Franco.
  • 21.01.1961
    Liderados por Henrique Galvão, um grupo de contestatários ao regime do Estado Novo toma de assalto o navio Santa Maria, em pleno Atlântico. Nesse acto morre o oficial da armada João José do Nascimento Costa. O "Santa Maria" largara de Lisboa a 9 de Janeiro de 1961 em mais uma das suas viagens regulares à América Central, fazendo escala no porto venezuelano de La Guaira no dia 20. Entre os passageiros embarcados neste porto, contava-se um grupo de 20 membros da DRIL - Direcção Revolucionária Ibérica de Libertação, organismo constituido por opositores aos regimes de Franco e Salazar, comandandados pelo capitão Henrique Galvão.
  • 11.04.1961
    O general Júlio Botelho Moniz lidera um golpe militar - imediatamente fracassado - que visava derrubar Salazar, liberalizar o regime e resolver pela via negocial os conflitos nascentes nas províncias ultramarinas.
  • 13.04.1961
    Depois do insucesso do golpe do ministro da Defesa, general Júlio Botelho Moniz, Salazar acumula a pasta com a chefia do governo e pronuncia um célebre discurso sobre a posição de Portugal relativamente a África: "Para Angola, rapidamente e em força!".
  • 28.04.1961
    Criação do Movimento Nacional Feminino, iniciativa de Cecília Supico Pinto de apoio aos soldados portugueses combatentes nas Guerras de África. O dia foi propositadamente escolhido para coincidir com o aniversário do presidente do conselho, Salazar.
  • 11.10.1961
    Oliveira Salazar recebe o embaixador americano na NATO, Thomas Finletter, cujo objectivo é persuadir o chefe do governo a alterar a política portuguesa em África.
  • 26.09.1968
    Cessa funções como chefe do governo António de Oliveira Salazar. Marcelo Caetano assume o cargo.
  • 05.02.1969
    Desconhecendo a sua destituição como presidente do Conselho na sequência do reconhecimento, pelos médicos, da impossibilidade de recuperação, Salazar regressa à residência oficial de São Bento.
  • 06.09.1969
    O jornal francês "L' Aurore" publica uma entrevista com Salazar conduzida por Edmond Faure. O antigo presidente do Conselho revela desconhecer que já não exerce o cargo e, nomeadamente, lamenta a indisponibilidade de Marcelo Caetano - já então em plenas funções como chefe do governo - para colaborar com ele.
  • 15.04.1981
    São transferidos para a Biblioteca Nacional os arquivos de Salazar e Marcelo Caetano.
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