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 João Carlos Saldanha Oliveira Daun, 1º duque de Saldanha
Pais
Filhos
Filhos do Casamento I:
Filhos do Casamento II: - Não houve descendência deste casamento
Títulos, Morgados e Senhorios Cargos e Profissões Ordens
Cronologia
- 24.06.1806
Os cadetes, soldados aspirantes a oficiais, quando filhos de conselheiros de estado, passarão a ter como primeiro posto efectivo no exército o de Capitão. O futuro marechal Saldanha será um dos oficiais a beneficiar desta medida.
- 08.04.1825
João Carlos de Saldanha, futuro duque, é nomeado governador de armas do Porto.
- 28.04.1827
Saldanha novamente ministro da Guerra.
- 08.06.1827
João Carlos de Saldanha de Oliveira e Daun assume a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros.
- 23.06.1827
Saldanha volta a sair do governo.
- 24.07.1827
Demisssão do ministro da Guerra, Saldanha, facto que desencadeia um amplo movimento de apoio conhecido pelas "Archotadas" (a manifestação ocorreu à noite, à luz de archotes).
- 06.01.1829
Saldanha dirige-se à ilha Terceira com 4 navios de imigrados, vindos de Plymouth, Inglaterra. Impossibilitado de desembarcar, ruma a França.
- 16.01.1829
Um cruzeiro inglês impede o desembarque de Saldanha.
- 28.01.1833
Chegada de Saldanha ao Porto, vindo do exílio.
- 13.06.1833
Demissões de Sartorius e Solignac. Saldanha é nomeado chefe do estado-maior. Teixeira, comandante da expedição do Sul com Napier, e Palmela, governador civil.
- 18.08.1833
Saldanha bate a divisão miguelista no Porto e levanta o cerco pelo norte e leste.
- 08.10.1833
Saldanha propõe a D. Pedro um ataque geral para tentar romper as linhas do cerco miguelista em Lisboa.
- 10.10.1833
Surtida de Lisboa para leste. Saldanha obriga os sitiantes a retirar sobre Santarém, onde se fortificam.
- 16.10.1833
Saldanha estabelece o seu Quartel-General no Cartaxo.
- 11.11.1833
Combate de Pernes, entre as tropas de Saldanha e as forças miguelistas.
- 14.01.1834
Saldanha toma e fortifica Leiria.
- 30.01.1834
Batalha de Pernes, em que Saldanha derrota as forças miguelistas do general Canavarro.
- 26.05.1835
O marechal Saldanha substituiu o conde de Linhares na chefia do governo. O ministério, que incluía novamente o duque de Palmela, ficou conhecido pelo "ministério impossível".
- 10.11.1835
Saldanha pede a demissão, considerando-se impotente para acalmar a indignação geral devido à venda das lezírias e ao envio da divisão do exército a pedido do governo espanhol. O pedido não foi aceite. Saldanha castigou os oficiais que se recusam a acompanhar a divisão auxiliar enviada para Espanha.
- 16.11.1835
Eleições suplementares. Alguns dos oficiais castigados por Saldanha são eleitos deputados.
- 18.11.1835
É constituído o novo governo, que contínua a ser chefiado pelo marechal Saldanha, até ao dia 25, em que passa a ser chefiado por José Jorge Loureiro.
- 30.07.1837
O marechal Saldanha tomou o comando das tropas revoltadas em Sobreira Formosa.
- 10.08.1837
As forças militares revoltadas entram em Coimbra, sob o comando de Saldanha.
- 15.08.1837
Saldanha entra em Leiria, após ter abandonado Coimbra, com intenção de se dirigir para Lisboa.
- 28.08.1837
Acção do Chão da Feira, perto da Batalha. As forças constitucionais comandadas pelo conde do Bonfim encontram-se com as forças cartistas comandados pelo marechal Saldanha. O resultado é indeciso, assinando-se um armistício que fez com que as forças sublevadas se retirassem para Alcobaça e as forças governamentais para Leiria.
- 13.09.1837
Saldanha chega a Trás-os-Montes.
- 07.10.1837
Assinatura da Convenção de Chaves. As tropas sublevadas ficavam à disposição do governo. Os oficiais manteriam os seus postos, mas seriam pagos de acordo com a tarifa de 1719. Os chefes da revolta - Saldanha, Terceira, Palmela, Silva Carvalho e Mouzinho de Albuquerque - abandonam o País.
- 20.05.1839
Saldanha escreve uma carta datada de Paris em que se recusa terminantemente a tomar assento no Senado.
- 23.06.1846
Saldanha regressa a Portugal, vindo de Bruxelas, onde tinha passado o Inverno de 1845-46. Tinha sido embaixador em Viena de 1841 a 1845.
- 06.10.1846
Proclamação ao exército do novo governo, em que o marechal Saldanha prometia manter as demissões dos ministros afastados pela revolta da Maria da Fonte, os «Cabrais» fundamentalmente, e a abolição dos impostos reclamados pela revolta.
Substituindo o duque de Palmela, assume a chefia do governo (e a interinamente a secretaria de estado dos Negócios Estrangeiros) João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, duque de Saldanha.
- 06.10.1846
Substituindo o duque de Palmela, assume a chefia do governo (e a interinamente a secretaria de estado dos Negócios Estrangeiros) João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, duque de Saldanha.
- 07.11.1846
Saldanha sai de Lisboa comandando forças fiéis do exército, após a passagem em revista das tropas pela rainha e seu marido.
- 22.12.1846
Acção de Torres Vedras, com vitória do exército governamental comandado por Saldanha sobre o exército da Junta, comandado pelo conde de Bonfim.
- 10.01.1847
Saldanha propõe secretamente à Junta do Porto um acordo de paz com base na convenção de Chaves de 1837, que tinha acabado com a Revolta dos Marechais.
- 15.03.1847
Cartas de Saldanha fazendo um ultimatum ao governo e à Rainha, para que houvesse uma remodelação governamental, que impusesse contribuições forçadas de artigos e material de guerra. E ainda que a rainha vendesse as jóias para angariar fundos suplementares para a conclusão da guerra.
- 07.07.1847
Terminada a Patuleia, Saldanha entra no Porto.
- 22.08.1847
Remodelação governamental. Saldanha continua na presidência. Joaquim António Velez Barreiros, barão de Nossa Senhora da Luz, assume a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros.
- 18.12.1847
Remodelação ministerial, que reforça a presença dos cabralistas. Saldanha continua na Presidência e assume simultâneamente a pasta dos Negócios Estrangeiros
- 25.01.1848
Relatório apresentado às Cortes pelo duque de Saldanha, relativo à actividade da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros.
- 29.03.1848
Remodelação governamental. Gorjão Henriques, cabralista puro, é exonerado da pasta do Reino, sendo substituído por Saldanha. Os irmãos Cabral divergem politicamente já que Costa Cabral apoiou Saldanha e Silva Cabral apoiou Gorjão.
- 03.05.1849
João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, duque de Saldanha, assume interinamente a Secertaria de Estado dos Negócios Estrangeiros.
- 18.06.1849
Costa Cabral regressa ao poder, presidindo um ministério apoiado por Saldanha, com o conde do Tojal nos Estrangeiros e António José de Ávila, na Fazenda.
- 00.07.1849
Cessa funções como chefe do governo João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, duque de Saldanha
- 07.02.1850
Saldanha é demitido do cargo de mordomo-mor do Paço, tendo pedido a demissão de conselheiro de Estado, passando a estar em oposição clara ao governo de Costa Cabral.
- 01.05.1851
Golpe de Estado de Saldanha, preparado em casa de Alexandre Herculano, que levará à formação do primeiro ministério regenerador. Saldanha sai de Lisboa em direcção a Sintra com o batalhão de caçadores 1, para sublevar infantaria 7, o que não conseguiu. Partiu em direcção ao Porto, mas não tendo tido apoio explícito vagueia pelo País com algumas tropas, internando-se na Galiza. O apoio do Porto aparece finalmente em 29 de Abril, realizado por infantaria 18, com o apoio dos irmãos Passos, trazendo-lhe a vitória e a queda de Costa Cabral.
- 15.05.1851
Vindo de vapor do Porto, Saldanha chega e Lisboa e e assume a chefia do ministério que governará quase sempre em ditadura até 31.12.1852.
- 26.06.1851
Criação de um centro eleitoral cabralista, tendo o duque da Terceira como como chefe e José Castilho como redactor do jornal, e o apoio do marquês de Fronteira e António José de Ávila. José Bernardo da Silva Cabral escreve a Saldanha anunciando a sua oposição ao governo devido à promulgação da nova lei eleitoral.
- 07.07.1851
Início do Movimento da Regeneração, com a formação de um governo presidido por Saldanha, com a participação de Rodrigo da Fonseca Magalhães e António Maria Fontes Pereira de Melo, tendo como lema fundamental o desenvolvimento de benefícios materiais.
- 16.02.1856
Confronto entre o duque de Saldanha e o conde de Tomar, na Câmara dos Pares. Os dois políticos discutem durante três horas.
- 06.06.1856
Cessa funções como chefe do governo João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, duque de Saldanha. (2º mandato)
- 17.05.1861
São nomeados 17 novos pares para permitirem uma maioria histórica na Câmara dos Pares, nomeação extraordinária que D. Pedro V não tinha aceite realizar em 1856, a pedido de Saldanha.
- 04.07.1865
O duque de Saldanha regressa a Lisboa, vindo de Roma.
- 01.12.1869
Saldanha é pateado no Teatro D. Maria II, devido aos seus supostos ideais iberistas.
- 18.05.1870
"Saldanhada", o último golpe de estado dirigido pelo marechal Saldanha. O marechal é nomeado ministro da guerra, mas o duque de Loulé não referenda a decisão do rei D. Luís, sendo por isso demitido e substituído por Saldanha, que é nomeado Presidente e ministro de todas as pastas.
- 19.05.1870
Assume a chefia do governo o duque de Saldanha (3º mandato), substituindo no cargo Nuno José de Mendoça Rolin de Moura Barreto (3º mandato).
- 20.05.1870
Nas câmaras discursa-se contra o golpe de estado, a violação da Carta, a ditadura militar e o possível iberismo de Saldanha que nesse dia assumira interinamente a Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros.
- 26.05.1870
Governo de Saldanha - dos Cem Dias - apoiado por todas as forças oposicionistas ao antigo governo histórico de Loulé. Governará até 29 de Agosto.
- 29.08.1870
O governo pede a demissão, sendo substituído por um ministério formado por Sá da Bandeira. O governo tem como principal função a realização de eleições. Saldanha é nomeado embaixador em Londres onde morrerá em 1876.
- 30.08.1870
Assume pela 3ª vez a chefia do governo Bernardo de Sá Nogueira, marquês de Sá de Bandeira, substituindo no cargo o duque de Saldanha
- 21.11.1876
Morte do duque de Saldanha, em Londres.
- 20.12.1876
Funeral do marechal Saldanha, tomando parte dele toda a guarnição de Lisboa. O corpo foi depositado no Mosteiro de S. Vicente de Fora, à entrada do jazigo real, em frente ao túmulo do duque da Terceira.
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