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Mensagens neste tópico Autor
melloecastro 15-05-2004, 09:42
ftalmeida 15-05-2004, 12:37
melloecastro 15-05-2004, 16:15
Samuel de Castro 16-05-2004, 12:12
melloecastro 16-05-2004, 15:47
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Benedita Vasconcelos 17-05-2004, 13:51
melloecastro 17-05-2004, 21:42
melloecastro 18-05-2004, 22:15
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nunomaria 18-05-2004, 23:38
abivar 23-05-2004, 16:09
nunomaria 23-05-2004, 16:40
artur41 23-05-2004, 16:58
nunomaria 23-05-2004, 18:29
artur41 23-05-2004, 18:42
nunomaria 23-05-2004, 19:20
abivar 24-05-2004, 01:38
Eduardo Albuquerque 24-05-2004, 12:05
abivar 24-05-2004, 13:26
abivar 24-05-2004, 13:21
Eduardo Albuquerque 24-05-2004, 15:17
rgc 25-05-2004, 14:18
Eduardo Albuquerque 25-05-2004, 09:35
abivar 24-05-2004, 21:16
rgc 25-05-2004, 00:22
Rodarte 30-05-2004, 23:47
Eduardo Albuquerque 30-05-2004, 19:27
Rodarte 29-05-2004, 23:43
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Rodarte 29-05-2004, 08:31
Eduardo Albuquerque 25-05-2004, 12:23
nunomaria 24-05-2004, 13:29
nunomaria 25-05-2004, 01:24
abivar 24-05-2004, 19:55
nunomaria 24-05-2004, 23:57
RE: Prova de Paternidade »
abivar 25-05-2004, 18:06
nunomaria 26-05-2004, 11:53
abivar 26-05-2004, 11:35
abivar 25-05-2004, 20:39
nunomaria 25-05-2004, 19:15
abivar 27-05-2004, 14:43
abivar 01-06-2004, 12:26
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victória 02-06-2004, 15:22
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abivar 29-05-2004, 13:45
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victória 04-06-2004, 23:33
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rgc 06-06-2004, 23:26
rgc 05-06-2004, 00:27
coelho 26-09-2005, 14:36
Eduardo Albuquerque 19-05-2004, 12:32
Benedita Vasconcelos 19-05-2004, 12:57
melloecastro 19-05-2004, 15:20
melloecastro 20-05-2004, 11:09
Eduardo Albuquerque 20-05-2004, 12:52
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magalp 25-05-2004, 20:35
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artur41 02-06-2004, 20:35
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artur41 02-06-2004, 22:17
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nunomaria 20-05-2004, 20:29
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Benedita Vasconcelos 19-05-2004, 23:02
Eduardo Albuquerque 20-05-2004, 12:47
Benedita Vasconcelos 20-05-2004, 22:30

RE: Prova de Paternidade 25-05-2004, 18:06
Autor: abivar      [responder para o fórum]
Meu caro Nuno:

O que dizes é indiscutível, mas na questão que pus pretendia que fossem esclarecidas as condições em que seria legal usar armas sem carta de armas. É claro que quem o pudesse fazer teria de ter a nobreza de linhagem requerida pelas ordenações mas a questão está em saber se essa “nobreza de linhagem” precisava de ser provada “a priori” ou não e em que condições.

A expressão “nobreza hereditária ” ou “transmissível” seria um bom tema de debate; escrevi alguns comentários a esse propósito num texto que escrevi para o Francisco Vasconcelos a propósito do livro dele e na altura pus-me a pensar acerca do assunto... Tenho visto usar a expressão de um modo que considero muito apropriado e feliz, não só nessa obra como, entre outros casos e sobretudo, nos belos trabalhos do teu irmão Miguel que considero pioneiros em imensas questões relacionadas com genealogia, nobiliarquia, etc. Tratando-se, nesse caso, de conceitos instrumentais e rigorosamente definidos nas obras em questão, o respectivo uso não deixa margem para dúvidas, sendo de grande utilidade para uma sistematização dos dados e uma análise histórica dos fenómenos abordados.

No entanto, as expressões como tal não aparecem na legislação; os modos legais de transmissão de mercês, características e direitos nobiliárquicos ou afins (títulos, tratamentos, armas, etc.) fazem apelo em cada caso a diferentes qualidades que tanto quanto me pude aperceber nunca se podem reduzir à “nobreza” sem mais. Acho que o Vasco pôs o dedo na ferida numa mensagem que me dirigiu neste tópico em que transcreveu uma frase do livro do Miguel que reconhecia a inexistência de um “corpus” de toda a legislação relevante, bem como de trabalhos suficientemente fundamentados para tornar indiscutíveis as teses acerca dos modos legais de transmissão da nobreza enquanto tal.

Apetecia-me parafrasear S. Tomás de Aquino que (se não me engano) começava a Summa Theologica de uma maneira “provocatória” com a pergunta e resposta: “Deus an sit? Videtur quod non!” (Será que existe Deus? parece que não!). Poderíamos começar o debate com “Será que existia nobreza hereditária? parece que não!”; da mesma maneira que S. Tomás não estava a tentar propagar o ateísmo, não seria minha intenção destruir as bases da nobiliarquia portuguesa, mas talvez fosse útil começar por alinhar os argumentos favoráveis à não transmissibilidade da nobreza enquanto tal (por oposição à transmissibilidade de características nobiliárquicas, com variados modos de transmissão conforme o caso). Para não tornar esta mensagem infinita e ainda mais maçadora fica só o argumento (contra o qual também tenho algumas respostas...) de que a nobreza em qualquer caso não dispensava o modo de vida nobre, o qual é por natureza intransmissível (ainda que, evidentemente, se possam transmitir condições favoráveis a esse modo de vida).

Mais um grande abraço,

António
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