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david souto 04-11-2004, 19:57
Samuel de Castro 04-11-2004, 22:08
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paconeto 05-07-2008, 14:11
paconeto 26-06-2008, 14:17
DalBuys 09-04-2009, 15:03
Peña Rey 02-01-2011, 17:08
FGJ 08-07-2008, 00:56
RE: CRISE BANCÁRIA DE 1864 »
paconeto 08-07-2008, 19:33
FGJ 08-07-2008, 20:43
paconeto 08-07-2008, 23:49
FGJ 09-07-2008, 01:47
paconeto 09-07-2008, 04:07
FGJ 09-07-2008, 13:57
paconeto 15-07-2008, 20:03
FGJ 15-07-2008, 20:55
paconeto 16-07-2008, 03:09
paconeto 16-07-2008, 21:12
paconeto 28-07-2008, 20:56
paconeto 19-07-2008, 04:14
FGJ 17-07-2008, 15:31
FGJ 19-07-2008, 15:46
Mili 31-03-2009, 20:34
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Nelita 02-02-2008, 10:17
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rsouto 17-10-2008, 01:52
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helolima 29-01-2009, 13:55
Barbos 27-07-2011, 03:16
Barbos 02-08-2011, 14:51

RE: CRISE BANCÁRIA DE 1864 08-07-2008, 19:33
Autor: paconeto      [responder para o fórum]
Caro Frederico!

Sim, estudei Direito na década de 60 e formei-me, porém, não gostei de advogar. Passados tantos anos, lembro-me muito vagamente do Código Comercial. Mas, realmente, os nossos antepassados banqueiros pagaram suas dívidas com os bens pessoais, muito diferentes dos "cacciollas" e similares que vemos hoje. Aliás, hoje mesmo, dia 8 de julho de 2008, estamos lendo nos jornais a prisão ontem ocorrida de Pita, de um famoso mega-investidor e de um conhecido banqueiro, por "enriquecimento ilícito, formação de quadrilha" e outros agravantes. Todos ladrões!

Embora eu não tenha verificado a questão com colegas advogados, creio que, no caso dos nossos antepassados, o Souto e o Montenegro respectivamente, o pagamento das dívidas foi, para eles, uma "questão de honra". Como sabemos, tanto o Visconde de Souto, quanto os demais banqueiros que faliram nos dias e meses seguintes a 10 de setembro de 1864, eram pessoas de sólida reputação que nada lucraram e também tudo perderam no episódio que ficou na história como "Quebra do Souto", símbolo das falências da crise daquele ano.

Alguns livros publicados no idioma inglês na primeira metade do Século XX, fazem aprofundados estudos sobre a Quebra do Souto, a exemplo de “Brazil – A Study of Economic Types”, de João Frederico Normano, editado em 1935 pela Biblo Tannen Publishers. Alguns trechos desta obra:

“Mauá’s career was long. He survived the series of Brazilian crisis in the third quarter of the XIX century. Even the famous ‘Crise de setembro’ in 1864, when ‘Souto quebrou’ did not influence his position. A. J. Alves Souto & Co., established in 1834 in Rio de Janeiro, was the most popular private banking house in Brazil. J. Nabuco mentions in Vol. II of ‘Um Estadista do Império’ that ‘the small savings of the laborer were deposited with the banker whose house competed with the Banco do Brasil’. The throne speech of May 6, 1865 gives special attention to this bank failure.
The failure of Souto influenced the London market. According to Carreira, two firms in London, connected with Souto & Co., suspended their payments. (...)This crisis was the first examination for the now numerous and important private bankers of Rio. The most prominent of them like Gomes & Filhos, A. J. A. Souto & Co., Oliveira & Bello, Montenegro, Lima & Co., became the victims of the crisis. A. J. A. Souto & Co. was the greatest of all of them. The firm had 10,000 creditors.The failure made a great impression on the country. Travellers relate that in latter years in the far of ‘sertão’ the parrots used to repeat: ‘O Souto quebrou’ (Souto suspended the payments) – so great was this failure. But even Souto had to suffer under the competition of new powers like Mauá, like the London & Brazilian Bank (1862), which had a chain of branches and attracted the deposits, and the series of new bankers in Rio and São Paulo.Finnaly the Banco do Brasil became insolved in the crisis. The government took the usual preventive measures – increase of issue, forced exchange rate, 60 days moratorium and fight against illegal private and local issues. The crisis of 1864 was the end of the third Banco do Brasil as a bank of emission; it lost this privilege in the Law of 1866”.

Na página 8 da edição de 12 de outubro de 1968, o jornal “O Globo” do Rio de Janeiro publicou uma reportagem sobre a Crise de 1864, também atribuindo a responsabilidade ao Banco do Brasil. Eis um pequeno trecho:

"O Imperador D. Pedro II nomeou a comissão de inquérito para apurar as origens da crise onde a Souto & Cia. foram um exemplo. A causa apontada após longas tomadas de depoimento e consulta a inúmeras fontes de informação, foi de que a principal culpa cabia às sucessivas e excessivas emissões do Banco do Brasil. Enquanto a comissão apurava, a situação exigia mais e mais emissões – e o Banco retornou ao curso forçado da moeda sem conversibilidade, emitindo até quatro vezes o fundo disponível".

Abraço do
Francisco Souto Neto.
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