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Leitão
História Dizem algumas genealogistas proceder de remotas eras a família que adoptou a alcunha que constitui este nome por apelido e que aquela terá sido fundada por Martim Pires Leitão de Lodares, a quem chamam «fidalgo principal» e se sabe ter possuído o morgado de Cidoros, junto de Abiul, bem como o padroado da igreja de Santa Marinha, no termo de Barcelos. Tendo aquele Martim Pires vivido ainda do séc. XIV, as origens da família não apenas seriam nobilíssimas - aquele descendia de D. Gueda Soares, o Velho, que segundo tais autores, era «tronco das melhores linhagens» - como remontavam a uma época longínqua. Na realidade, porém o que o estudo dos documentos nos inculca é que os Leitões, derivando o seu nome de alcunha, podem constituir várias famílias sem raízes comuns. Paralelamente, sabe-se que já no séc. XIV vivia uma linhagem alentejana, formada por escudeiros e cavaleiros nobres aparentos com Silveiras e Pestanas. Dai a razão de as armas dos Leitões serem iguais às dos Silveiras. Armas De prata, três faixas de vermelho. Só no timbre é que diferem, sendo o dos Leitões um leitão passante de prata, carregado de uma faixa de vermelho. Mas esse timbre viera a ser, como a maioria dos demais, criado no séc. XVI pelo que, no inicio não se verificavam realmente diferenças algumas entre as armas de uns e de outros. A Cristóvão Leitão, afamado cavaleiro do séc. XVI, foram concedidas em 21 de Abril de 1524 armas acrescentadas: escudo esquartelado, sendo os primeiro e quarto de vermelho, uma torre de prata sineira flanqueada por duas bandeiras de prata, moventes das ameias; o segundo, as armas do seu nome; e o terceiro de vermelho, duas bombardas de sua cor sobre carretões de ouro, uma sobre a outra. Timbre: a torre do escudo. Títulos, Morgados e Senhorios
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