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España-Borbón
História [pt]
Quando Filipe IV - que reinou em Portugal até 1640 - morreu, deixou apenas um filho varão - Carlos II, e duas filhas: Maria Teresa, casada com o "Rei Sol", Luis XIV de França, e Margarida, mulher do imperador da Alemanha, Leopoldo I de Áustria.
Dos seus dois casamentos, primeiro com Maria Luisa de Orleans e depois com Maria Ana de Neuburg (irmã da rainha de Portugal Maria Sofia, mãe do rei D. João V), Carlos II não deixou descendência e foi, assim, o último rei espanhol da dinastia dos Áustrias.
A sua morte levantou uma questão sucessória que foi disputada na Europa pelos eternos rivais: França e Alemanha, cujos soberanos estavam estratégicamente casados com as duas irmãs do rei de Espanha.
Venceu o "partido francês", já que a rainha de França, Maria Teresa de Espanha-Áustria, era a irmã mais velha do rei defunto. E, assim, subiu ao trono um neto seu, Filipe, que inaugurou a dinastia dos Bourbons em Espanha: Filipe V.
Filipe V casou em primeiras núpcias com Maria Luisa de Sabóia, filha do rei da Sardenha Vitor Amadeu II, de quem teve dois filhos que reinaram sucessivamente em Espanha - Luis I e Fernando VI - mas não deixaram descendência.
Enviuvando, Filipe V casou depois com Isabel Farnese, herdeira do ducado de Parma. Entre os muitos filhos que tiveram, Carlos IV sucedeu no trono espanhol, Fernando viria a ser rei de Nápoles (Fernando IV) e, depois, das Duas Sicílias (Fernando I) e Filipe, duque de Parma, sendo assim autores de dois novos ramos da família de Bourbon: os Bourbon-Sicílias e os Bourbon-Parma.
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